
“Seria tão bom; Sair por aquela porta e conhecer alguém sem precisar procurar no meio da multidão… Alguém que soubesse se aproximar sem ser evasivo ou que não se esforçasse tanto para parecer interessante; Alguém de quem eu não quisesse fugir quando a intimidade derrubasse nossas máscaras, que segurasse minha mão e tocasse meu coração… Que não me prendesse, não me limitasse, não me mudasse; Alguém que me roubasse um beijo no meio de uma briga e me tirasse a razão sem que isso me ameaçasse… Que me dissesse que canto mal, que eu falo demais e que risse das vezes em que eu fosse desastrado(a); Alguém de quem eu não precisasse.. Mas com quem eu quisesse estar sem motivo certo… Alguém com qualidades e defeitos suportáveis, que não fosse tão bonito e ainda assim eu não conseguisse olhar em outra direção; Alguém que me encontrasse até quando eu tento desesperadamente me esconder do mundo…”